Sabe
aquele dia em que você está louquinha pra escrever algo, mas devido a tantos
problemas, você acaba ficando indecisa sobre o assunto? Sabe aquele dia que
você assiste, na TV, o noticiário e nele passa o local que você mora todo esburacado,
abandonado e desestruturado e, na gaveta, o carne do IPTU pago com muito
esforço, trabalho e dedicação? Olha, sinceridade, não me importo de pagar os
impostos, afinal de contas eles têm origem divina, mas desde que esse dinheiro
retornasse em infraestrutura e benefício para a população. Sabemos que a
palavra imposto significa que estamos sendo impostos a pagar algo, ou seja, dar
a eles o que é dele. Mas, tem alguma coisa errada nessa história, pois se
estamos dando a Cesar o que é de Cesar, ou seja, pagando os impostos à
administração, cadê o retorno do nosso dinheiro? Talvez, o nosso rico
dinheirinho esteja sendo utilizado para promover os shows que você estará
postando nas redes sociais e, em contrapartida, estará convidando todos os seus
amigos a participar; talvez, o nosso suado dinheirinho patrocinará aquele
churrasquinho de picanha, ou carne de segunda, dependendo o local, em que a
festa será promovida; ou, comprando terrenos, em nome de terceiros, para não
levantar nenhuma suspeita. Mas é isso ai, vamos comer, dançar, pular, divertir bastante,
aproveitar ao máximo daqueles candidatos que subestimam a nossa capacidade;
daqueles que acham que estamos no papo; daqueles que nos oferecerão dinheiros e
empregos, principalmente, para os nossos entes mais próximos, ou seja, namorada,
noiva, esposa e, sempre com segundas intenções. Vamos mostrar a esses otários
que só temos cara de bobos e caipiras, mas que somos inteligentes ao extremo
para saborear uma deliciosa picanha, assistir aos shows no camarote e votar com
consciência, afinal não somos forasteiros, somos da casa e é em gente da casa
que queremos votar.
O objetivo deste blog é divulgar o dia a dia do nosso município através de crônicas e diálogos. Mostrar a realidade na forma virtual foi uma maneira que encontrei para, tentar, modificar a maneira de pensar do ser humano em relação aos políticos e ao sistema do nosso país.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
CONSPIRAÇÃO E NEGAÇÃO: O DISCURSO DOS HIPÓCRITAS
Dias atrás assistindo a sessão da
Câmara, on line, um nobre edil foi
até a tribuna e, de forma voraz e insistente, discutiu e defendeu sobre a
importância dos shows para o nosso município. Achei cômico, se não fosse
trágico, quando ferozmente, o edil rugiu, como se fosse o rei da selva, de que
nós, pagadores de impostos e fiscais do dinheiro público, somos conspiradores e
que utilizamos sites de
relacionamento para negar toda e qualquer melhoria da atual administração, mais
precisamente, os shows.
No momento fiquei chocada com aquelas
palavras, mas partindo do nobre edil, não dei tanta importância, pois tenho
plena convicção de que estou exercendo a minha função de cidadã e nada tenho a
temer.
Mas, voltando ao substantivo
conspiração, o que me deixou pensativa sobre a encenação do edil e que me fez
refletir sobre o comportamento humano é de como pode um vereador, eleito pelo
povo e para o povo, com aproximadamente 800 votos, para fiscalizar o dinheiro
público e legislar, comparar um ato democrático com conspiração e negação? Quer
dizer que agora deveremos defender os rodeios e shows para alegrar a nobreza?
Será que é isso o que eles querem, que façamos papel de bobo da corte?
Nobres, entendam, queremos respeito
por parte do reinado, não somos àqueles idiotas e hipócritas que, dizem amém a
tudo, só porque ocupam cargos de confiança na prefeitura. Também não
conspiramos e negamos por motivos políticos, como expliquei, os senhores estão
mexendo no meu bolso, e fico furiosa quando o, pouco que tenho, não é bem
investido.
terça-feira, 27 de março de 2012
COMO O SER HUMANO É IMBECIL....
Acompanhar
mudanças comportamentais do ser humano é algo que me fascina até porque ele
muda a cada minuto e, o mais surpreendente, é que na maioria das vezes ele muda
para pior, bem pior! Acompanhando nos jornais municipais e pelo site de relacionamento, o facebook, é possível notar, a todo o momento,
como o ser humano é falso, manipulador, aproveitador e sempre quer levar
vantagem em tudo (Lei do Gerson). Pelo facebook
o (a) camarada chinga, fala mal, manifesta, acusa e solta os cachorros, mas,
quando acontece algum evento especial na cidade, baile ou shows, o (a) mesmo (a)
camarada está lá toda (o) paramentado (a) para o evento. Elas, gastam uma
fortuna com cabelos, unhas, vestidos longos e brilhantes. E eles, uma fortuna
com óleo de peroba e, ainda por cima, escolhem a mesa panorâmica, para poder
olhar para tudo e todos, e que mais se aproxima da mesa da elite que administra
a cidade. Fazem caras de paz e amor, e pousam e postam as fotos como se fizessem
parte do mais alto escalão da sociedade. Nos shows não podia ser diferente, tornam-se
Roberts e abusam da paciência dos
artistas presentes. Fazem caras e bocas com os cantores só para mostrar que
estão por cima da carne seca, que são assim com os homens (outro jargão) e que
podem invadir camarins na hora que quiserem.
Fico
imaginando qual seria o diagnóstico de Freud
para tal comportamento, pois tal atitude é inexplicável do ponto de vista
profissional. Mas, como não sou nenhuma psicanalista e nem estou querendo fazer
nenhuma pesquisa científica sobre o tema, embora seria de grande valia, dou
aqui a minha contribuição, minha opinião sobre certas atitudes que envergonham
e denigrem a imagem do ser humano.
A
pessoa que tem este tipo de comportamento deveria ter mais vergonha na cara e
parar de agir de tal forma. Gastar um dinheirão com roupas apropriadas para a
noite de gala somente para se aparecer e fazer a sua politicagem é um
comportamento descarado e sem noção que um (a) cidadão (dã) pode cometer. O
fato é que, tais comportamentos me irritam, relatam com precisão o caráter
fragilizado de cada personagem desta cidade. Aqueles que de manhã, na padaria,
mete o pau na administração, mas a noite não perde o baile e nem os shows por
dinheiro nenhum. E ainda senta ao lado, daqueles que ele meteu o pau de manhã,
na padaria, mas que esta no evento, fazendo carinha de companheiro, por uma
justa causa, a solidariedade!
Tais
comportamentos, nem Freud explica....
quarta-feira, 7 de março de 2012
O MIMEOGRAFO NA ERA DOS IPADS
Como
todos vocês, leitores, já perceberam, todas as minhas escritas, são
fundamentadas nos acontecimentos locais, ou seja, não invento e não crio nada,
apenas relato a realidade nua e crua do nosso município. Explico isso porque
acho meio antiquado, para o século XXI, e bastante irresponsável, por parte de
alguns, o descaso, de órgãos competentes, quando o assunto é a falta de investimento,
estrutura e recurso na educação municipal. Digo isso porque descobri que em
algumas escolas municipais, devido à falta de recursos tecnológicos, o uso do mimeografo
ainda permanece.
Pasmei
quando vi tal equipamento em uma escola, pois estamos em uma época que as
informações chegam às nossas casas com muita velocidade, tudo isso devido às
invasões de equipamentos conectados e sofisticados que chegam aos mercados
diariamente. Tablets, Lousas Eletrônicas,
Data Shows, Net e Notebooks, Smartphones
já são realidades em diversas escolas permitindo assim que os alunos interajam
em tempo real com qualquer parte do mundo.
Mas
o que acontece com a educação do nosso município, onde estão os investimentos
para recursos básicos como: computadores, impressoras e copiadoras? Até quando
os professores terão que vender rifas, bingos e pedir ajuda aos pais para
comprarem materiais para confeccionar suas próprias lições de casa? Será que já
não esta na hora de rever tais conceitos, afinal a educação precisa ser vista
como um fator responsável no crescimento humano, pois sem ela fica impossível
construirmos cidadãos inteligentes e críticos. Educadores, já é tempo de
deixarmos a omissão de lado e lutar por uma educação de qualidade. Não podemos
aceitar coisas erradas como se estivessem corretas, é preciso colocar em
prática a função de diretor, professor e cidadão, que é a cobrança por melhorias, pois só
assim teremos, em nosso município, cidadãos transformadores e preparados para
um convívio em sociedade.
terça-feira, 6 de março de 2012
SEXO FRÁGIL COM MUITA HONRA
Tive a importante e difícil
missão de escrever sobre a Mulher, mais precisamente sobre o Dia Internacional
da Mulher. Falar sobre este sexo “frágil” é talvez um dos temas mais complexos
que encontrei até hoje e, tentarei, expor sobre tal argumento. O Dia
Internacional da Mulher surgiu em razão da manifestação que as operárias de uma
tecelagem fizeram ,em prol a um melhor salário e reconhecimento, e que, em um
ato covarde, foram trancafiadas e incendiadas, na própria fábrica, no dia 08 de
Março de 1857, foi através da bravura das tecelãs que hoje somos homenageadas
mundialmente.
Hoje, a mulher moderna adquiriu
uma postura de respeito e confiança em cargos de grande porte, mas continua com
um salário bem abaixo relacionado ao salário dos homens; a mulher moderna
dirige, pilota e, continua sendo alvo de preconceitos machistas e
desrespeitosos; a mulher moderna, além de mãe e dona de casa, se transformou em
cantora, compositora, dançarina, operária, chefe, política, médica, professora,
coordenadora, enfim, a mulher se tornou um símbolo do mundo moderno. Por essas
e diversas razões que achei um tema bastante complexo, pois, nós mulheres, somos
possuidoras de características e qualidades ilimitadas que superam quaisquer
classes de adjetivos encontradas em nossa gramática. Entretanto, só resta,
nesta singela homenagem parabenizar todas as Mulheres pela data e lembrar que, além
de todos os preconceitos, desrespeito e violência, que “ainda” sofremos, somos as
únicas que temos um dia “especial” como prova de reconhecimento às nossas
conquistas e aos nossos avanços diante da sociedade.
Feliz Dia
Internacional da Mulher.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
DIVERSÃO É MELHOR QUE REIVINDICAÇÃO
- Mãe...mãe, o João falou
que a Rod.Bunjiro Nakao Km 86, que liga Ibiúna à Piedade, está totalmente alagada.
Está cheio de carros parados e formaram até filas.
- Verdade?
- Sim, ele falou que tem
ônibus, lotado de passageiros, caminhões, carregados de mercadorias, carros de
passeios, tudo parado esperando as águas baixarem. Vamos lá ver?
- Vamos! Chame seus irmãos e
não se esqueça de pegar a máquina fotográfica, quero aproveitar e tirar algumas
fotos para mandar de presente para a vovó. Quero mostrar a ela, que, onde
moramos, temos uma atração turística.
- Eba! Junto com as fotos a
senhora conta que esse problema acontece todos os anos e que ninguém faz nada para
resolver. Escreve também que as pessoas ficam até altas horas da madrugada
esperando as águas baixarem para retornarem às suas casas. Escreve que até
ambulâncias, com pacientes, ficam paradas sem ter como chegarem aos hospitais. Ah!
Conta também que ninguém se importa com esses acontecimentos, nem mesmo ligam para
a Defesa Civil ou DER para reivindicar melhorias. Fala que o povo é muito bom e
que não gosta de reclamar de nada.
- Filho, se eu colocar tudo
isso na carta, ela ficará horrorizada, pois onde ela mora a população
reivindica centavos por centavos dos impostos pagos. Você não acha melhor contarmos
somente o essencial, ou seja, que as fotos foram tiradas, num final de semana, em
uma represa ou em um rio?
-É verdade, mamãe! Até
porque ela não acreditaria mesmo. Ela duvidaria na existência de pessoas que
prefiram a diversão que as reivindicações. Mas, como somos brasileiros e
gostamos disso, vamos nos divertir.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
É TRISTE, MAS NÃO TENHO O QUE COMEMORAR!
Como
o ano passa rápido, parece que foi ontem que completei 48 aninhos de
denominação distrital. Foi uma comemoração bacana, pois o prefeito e os
assessores vieram me parabenizar e, como de costume, me prometeram um monte de
presente. Foi um dia muito feliz, pois jamais um personagem tão importante me
prestou homenagem. Minha autoestima se elevou, a população ficou esperançosa e
eu me senti, de fato, como um Distrito. Até os jornais locais me prestaram
homenagem, tiraram fotos, entrevistaram a população, sai na foto com um monte
de criançada, que felicidade! Mas, o que é bom, dura pouco, e, nesse ano,
mais precisamente, no dia 25 de Janeiro, completarei mais um aninho de vida e,
um ano a mais em nossas vidas significa mais experiência, sabedoria e muitas
reflexões que me fizeram a chegar na seguinte conclusão: Fui feliz e não sabia!
Quando
eu era jovem eu tinha uma estrutura maior do que tenho hoje, pois ofertava à
população uma subprefeitura, um posto de delegacia, agência do Correio e até uma
ambulância, que ficava de plantão 24 horas, no posto de saúde. Tive o prazer de
ofertar também dentista e o Programa Saúde da Família em que médicos e atendentes,
carinhosamente, percorriam as casas a fim de levar orientação e auxílio aos
necessitados. Até ginástica para a terceira idade, hipertensos e diabéticos
tive o prazer de oferecer, que tempinho bom!
E,
como não é novidade para ninguém, a tristeza faz com que percamos a saúde, por esta razão já não sinto a mesma disposição daquela época. Sinto-me envergonhado, uma
vez que, não tenho mais estrutura e apoio para me desenvolver. A população
reclama de que eu não sou mais como era antes; os visitantes temem passar por
mim em época de chuva devido ao alagamento que acontece na rodovia; culpam-me,
com toda razão, pelo crescimento desordenado e mal planejado. E, para completar
ainda mais a minha tristeza, ainda tenho que conviver com a perda da paróquia e,
de pequenos cidadãos que, pela minha incapacidade, falta de estrutura
educacional e incompetência de uns e outros, estudarão em outro bairro por não
haver salas de aula na rede publica municipal. Enfim, foram tantas perca que só me
resta questionar: Como posso crescer de forma correta e ordenada se ainda me
tratam como se fosse um bairro? Como desenvolver e crescer
corretamente se nunca tive ninguém, com competência, para me orientar e ajudar
em meu desenvolvimento?
E, neste
ano, meus companheiros, será pior, ano de eleição municipal, em que os candidatos vêm até mim e
falam um monte de baboseiras, prometem o mundo e o fundo, fazem festas repletas
de animações e brincadeiras para a criançada, “tentam” me reerguer com seus
elogios toscos e mentirosos e eu, educadamente, faço de conta que acredito em
tudo o que eles falam, só pra não perder a amizade.
Leitor
e eleitor desculpem-me o desabafo, estava mesmo precisando expor todos os meus
sentimentos. É muito difícil, para um Distrito como eu, avaliar todo o meu fracasso.
É difícil ter que suportar quase sete mil habitantes e, aproximadamente, dois
mil eleitores sem recurso e estrutura. Portanto, peço-lhes encarecidamente, atenção
especial, principalmente, neste ano. Não se deixem enganar com conversinhas
medíocres e sem conteúdos de uns e outros políticos que “tentarão” a sorte
grande. O meu futuro depende vocês, por favor, escolham políticos competentes e
capazes que possam trazer a minha alegria e o meu progresso de volta.
Com carinho,
DISTRITO
DO PARURU
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